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GASTAR-SE OU ENFERRUJAR-SE?

dez 29, 2013   //   by marco   //   Editorial da Semana  //  No Comments

Geralmente as lojas fecham suas portas perto do final do ano para fazerem um “balanço” de suas atividades. Igualmente, precisamos desse “balanço”.

Não estou dizendo que fecharemos as portas do nosso Galpão, nem tampouco que as “igrejas nos lares” paralisarão suas atividades, mas que cada um de nós, individualmente, deverá baixar as portas, e, honestamente, analisar o ano que está findando, para perceber as “perdas” e os “ganhos” reais do ano de 2013.

Quanto do Reino prevaleceu em minha vida durante este ano que está findando? Minha vida foi voltada pra fora, ou vivi a maior parte do tempo autocentrado? Essas são as perguntas vitais desse “balanço” de final de ano.

Nosso alvo é sermos semelhantes a Jesus, e Ele afirmou em certa ocasião: “Aí vem o príncipe deste mundo; e ele não tem nada em mim.” (Jo 14.30.) A orientação clara da Palavra de Deus é no sentido de termos o mesmo sentimento que houve em Jesus: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois Ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.” (Fp 2.5-11.)

O mês de dezembro tem uma mística no ar. Não sei se é por ser o último mês do ano ou se é devido ao Natal. Penso que o Natal, mesmo desvirtuado pelos interesses comerciais, carrega consigo a verdade gloriosa de que a vida é para fora, é para ser doada. Isso é perfeitamente ilustrado pelos presentes que são dados uns aos outros.

O Natal, portanto, fala-nos de doação, pois a entrada de Jesus em nossa história foi a maior de todas as doações. O amor de Deus não foi expressado de forma meramente emocional, mas através de uma doação de Si mesmo. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3.16.) Por isso, “quem tem o Filho tem a vida” (1 Jo 5.12).

Nós estamos terminando o ano sendo abençoados por Deus pelos desafios missionários que Ele tem nos trazido. Ele tem falado ao nosso coração reiteradamente sobre o significado de viver. Percebemos no ar essa verdade nos libertando da antivida, ou seja, a vida voltada para dentro. Por isso podemos perceber os ganhos deste ano que está findando. Foi um ano de grandes revelações de Deus. Foi um ano de grandes conquistas espirituais.

Mas, certamente, houve também muitas perdas. E isso só pode ser avaliado individualmente. Só você, a sós com Deus, pode perceber a voz do Espírito Santo lhe apontando todas as vezes que você tentou “ganhar a vida” e acabou deixando-a fugir por entre os seus dedos. Pois Jesus disse: “Quem quiser ganhar a vida, perdê-la-á; mas quem perder a vida por amor de mim, de fato a encontrará” (Lc 9.24).

Só existem dois grupos de pessoas: os que se gastam e os que se enferrujam. Os que se gastam são os que se doam, e os que se enferrujam são os que se voltam pra dentro. Esse deve ser o “balanço” de cada um de nós. O apóstolo Paulo, fazendo esse balanço, declarou: “Eu, de boa vontade me gastarei e ainda me deixarei gastar em prol da vossa alma” (2 Co 12.15).

Gastar-se ou enferrujar-se, eis a questão!

Façamos de 2014 um ano de doação de nossas vidas.

 

No amor de Jesus,

Seu conservo no Reino,

Ivênio dos Santos

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