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REFLEXÃO SOBRE O NATAL

dez 22, 2013   //   by marco   //   Editorial da Semana  //  No Comments

Certo dia, um rapaz da geração Google, buscando material para um estudo da faculdade, deparou-se com uma informação que o deixou surpreso: Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro.

“A-ha, eu sabia”, pensou. “Não dá pra crer nas histo­rinhas que a Bíblia conta. Olha só, todo mundo comemora o Natal no dia 25, sendo que Jesus nem nasceu nesse dia. Fazem a gente acreditar em algo durante toda a nossa vida e, de repente, descobrimos que a coisa não foi bem assim… Então, como crer na veracidade da Bíblia? Será que o próprio Jesus não foi também uma invenção de pessoas que tinham algum interesse religioso ou político nessa história?”

Bem, o estudante citado estava, ao mesmo tempo, correto e errado no seu pensamento. Sim, é verdade que Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro. Corretíssimo. Mas ele errou ao afirmar que a Bíblia se enganou quanto a isso, sabem por que? Porque em lugar algum ela afirma a data do nascimento de Cristo.

Quer dizer então que estamos comemorando algo no dia errado? Igualzinho comemorar nosso aniversário um mês antes ou depois? Que coisa mais sem graça!

Mas será que é tão importante mesmo sabermos o dia exato em que Jesus nasceu? Não seria mais importante saber o porquê de Jesus haver nascido?

Em geral, concordamos que Jesus nasceu e viveu aqui na Terra. Porque se a história de Jesus é apenas um conto, então há mais de dois mil anos fazemos uma festa pra comemorar o nascimento de um… personagem de história!?! Seria muito esquisito, não?

A Bíblia, em algumas passagens, é extremamente detalhista. Em outras, ela apenas revela aquilo que precisamos saber. Então vamos refletir um pouco sobre o assunto do dia do nascimento de Jesus. Se ele não nasceu no dia 25 de dezembro e não temos documentos que confirmam a data correta, a mente que busca respostas concretas vai perguntar: quando Jesus nasceu?

Maria, sua mãe, poderia dizer:

– Jesus nasceu em uma bela tarde, quando o Sol ainda brilhava e o céu começava a ficar tingido pelas cores do entardecer. Eu estava só em casa e, de repente, vi diante de mim um mensageiro de Deus falando que eu fora escolhida para ser a mãe do Salvador. Naquele momento ele nasceu em mim. Vi-o crescer dentro de mim, sofri as dores do parto naquele curral e depois acompanhei seu crescimento, toda sua vida, até o dia da sua morte. E mesmo depois, sua companhia nunca deixou que eu me sentisse só.

José, o esposo de Maria, quem sabe, diria:

Jesus nasceu para mim em um dia sombrio. Eu estava me sentindo traído, envergonhado, meu mundo ruíra completamente… Minha noiva estava grávida e eu não sabia o que fazer. Foi quando tive um sonho no qual um anjo me falou que a criança no ventre de Maria era o filho de Deus. Quando a abracei e vi o seu semblante cheio de alegria e confiança na vontade do Pai, ali, naquele momento, Jesus nasceu para mim.

Os amigos de infância de Jesus diriam:

– Jesus nascia todos os dias, na amizade, no companheirismo, nas brincadeiras, nas risadas, mas, sobretudo, quando falava conosco a respeito de Deus.

João Batista, seu primo, poderia falar assim:

– Quando ele entrou no rio Jordão e veio em minha direção, algo incrível aconteceu. Eu não o conhecia pessoalmente, mas ele veio até mim e pediu para que eu o batizasse. Ali, verdadeiramente, Jesus nasceu em minha vida e em meu coração.

Pedro, seu discípulo, talvez dissesse:

– Era um dia normal de trabalho duro no mar. Quando Jesus se aproximou e nos chamou para segui-lo, eu e meus amigos não pudemos resistir. Ele despertou em mim uma sede de Deus que eu não tinha antes. A partir dali, nunca mais fui o mesmo homem.

E a mulher samaritana, o que diria?

– Jesus nasceu em minha vida em um dia comum. Mas depois que o encontrei, nada mais foi comum para mim. Um homem dirigindo a palavra a mim? Um judeu conversando com uma samaritana? Eu lhe dei água tirada do poço, mas foi ele quem matou a minha sede de vida em abundância.

E assim, poderíamos imaginar inúmeros relatos de pessoas que tiveram um encontro com Jesus. Para cada uma delas, Jesus nasceu em uma data, lugar e contexto diferentes. Para algumas pessoas foram encontros extraordinários, para outras, fez parte do seu cotidiano.

E assim o Natal acontece. Quando temos uma visão de quem é Jesus, do seu significado e importância para a humanidade e do quanto ele quer participar da nossa vida, aí então o Natal chega em nosso coração.

E pra você, quando e onde Jesus nasceu?

Kleber Faria

Texto inspirado no artigo “Natal, onde e quando?” publicado por Eduardo Machado em seu blog “Sobre Todas as Coisas”, em 07/12/2011.

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