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QUEREMOS MAIS! QUEREMOS SER IGREJA DE JESUS!

nov 17, 2013   //   by marco   //   Editorial da Semana  //  No Comments

Recentemente, o @G1, perfil da Globo no Twitter, veiculou uma reportagem com o seguinte título: “‘Culto’ para ateus reúne centenas de pessoas em Los Angeles, nos EUA”. Interessado nesse título, li a reportagem. Em síntese, ela dizia que os encontros desse tipo misturam muita música, momentos de reflexão, “palestra inspiradora” e comédia tipo stand up. Tudo isso com o objetivo de criar o clima de uma congregação, sem o peso da religião. No final, voluntários passam caixas de papelão e recolhem doações. De acordo com Sanderson Jones e Pippa Evans, os fundadores, essas doações são destinadas a abertura de novas congregações, nos mesmos moldes, ao redor do mundo. Impulsionado pelas redes sociais, esse mo­vimento, que teve início há alguns meses no Reino Unido, agora chega aos Estados Unidos, à Austrália e a outros países do mundo.

O que essas pessoas estão querendo? Ou seria “gritando”? Essas pessoas querem comunhão. Querem comunhão porque se encontram. Elas são capazes de sair do mundo virtual e entrar no mundo real só para um encontro. Essas pessoas querem emoção. Querem emoção porque gostam de muita música.  A música toca profundamente as nossas emoções. Essas pessoas querem reflexão. Querem reflexão porque têm momentos para isso. Ao que parece, são momentos, porque as reflexões são curtas. Na “era dos 140 caracteres”, reflexões longas tornam-se quase insuportáveis. Essas pessoas querem inspiração. Querem inspira­ção porque param para ouvir uma palavra que gere isso. A inspiração é necessária para viver a vida. Essas pessoas querem diversão. Querem diversão porque há espaço para a comédia (os próprios fundadores são comediantes). Diante da dor da vida, só lhes resta a anestesia do riso. Essas pessoas querem tudo isso.

E nós, o que queremos? Queremos comunhão sim, e mais, queremos comunidade. A comunhão é marcada pelo encontro. A comunidade é mar­cada pela vida. Não queremos apenas encontrar os irmãos, queremos compartilhar as nossas vi­das com eles. Queremos emoção sim, e mais, queremos consciência. A emoção é para nosso bem estar.  A consciência é para o nosso caminhar. Não queremos apenas estar bem, queremos caminhar seguros. Queremos reflexão sim (muito mais profunda por sinal), e mais, queremos ação. A reflexão é a compreensão do mundo à nossa volta. A ação é aquilo que o transforma. Não queremos apenas conhecer o mundo, queremos transformá-lo. Queremos inspiração sim, e mais, queremos esperança. A inspiração é o que nos faz caminhar. A esperança é o que nos mantém caminhando. Não queremos apenas começar a caminhada, queremos seguir caminhando até o fim. Queremos diversão sim, e mais, queremos compaixão. A diversão nos distrai. A compaixão nos foca. Não queremos apenas nos alegrar com os que estão alegres, queremos chorar com os que choram.

Ao que parece, o desejo apenas por comunhão, emoção, reflexão, inspiração e diversão é legítimo, mas fugaz. Comunhão que não desemboque em comunidade, emoção que não produza consciência, reflexão que não leve à ação, inspiração que não se alimente de esperança e diversão que não se lembre da compaixão não satisfazem a alma humana plenamente. Mais cedo ou mais tarde ela sentirá necessidade de algo a mais.

É exatamente diante dessa necessidade por algo a mais que a igreja de Jesus se torna ainda mais relevante. Entre muitas outras coisas, a igreja de Jesus tem o poder de unir comunhão e comunidade, emoção e consciência, reflexão e ação, inspiração e esperança, diversão e compaixão. No ambiente e na ambiência da igreja de Jesus a alma humana se satisfaz plenamente. Isso porque a igreja é o corpo de Cristo, corpo daquele que a tudo enche. Enche de amor, de graça, de misericórdia, de perdão, de generosidade, de serviço, de justiça, de paz, de alegria e de muito mais.

Por fim, a minha oração é para que sejamos igreja de Jesus como igreja de Jesus deve ser. E, para tal, que ele nos conceda a sua graça!

 

Luiz Felipe Xavier

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