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O PÃO NOSSO DE CADA DIA DÁ-NOS HOJE

out 6, 2013   //   by marco   //   Editorial da Semana  //  No Comments

“Este é o 4.º pedido da oração ensinada por Jesus. Muitos pensam tratar-se do alimento material cotidiano. No entanto, se lembrarmos de Jo 6.26-58, perceberemos que Jesus está se referindo a Ele mesmo como o nosso Pão vivo que desceu do Céu.

Assim como os israelitas precisavam colher a porção diária de maná para seu alimento, assim também nós precisamos nos alimentar do nosso Pão vivo diariamente. À semelhança do povo de Israel, também não podemos colher para o outro dia. É a porção de cada dia no seu dia.

Estamos pedindo nesta 4.ª petição, que Jesus, o nos-so Pão, nos supra de fé, amor, alegria, esperança, bondade, fidelidade, mansidão, longanimidade, domínio próprio, etc. Ele é a seiva que nos alimenta para que possamos frutificar.

O que precisamos entender é que nós temos que ir apanhar o nosso maná, como o povo de Israel. Se eles ficassem deitados em suas redes esperando que o maná, depois de cair no solo, saísse em direção às suas tendas e entrasse em suas bocas para ser ingerido, sem que fizessem nada, teriam morrido de inanição. Pelo contrário, eles tinham que sair e colher o que fosse suficiente para aquele dia, e trabalhar o maná fazendo dele bolos e coisas do gênero, conforme sua criatividade. Assim também se dá conosco. Diariamente precisamos buscar o nosso Maná, e preparar o nosso alimento com receitas variadas: um pouco do Velho Testamento, um pouco de Salmos, outro tanto de Provérbios. Uma boa quantidade do Novo Testamento, recheado com louvor e oração.

Muitos têm deixado para se alimentar exclusi-vamente no restaurante da igreja aos domingos, pois ali tem comida prontinha e não terão que trabalhar para prepará-la. Se fizéssemos assim com o nosso alimento material ficaríamos desnutridos. Parece-me ser este um real problema do povo de Deus – o seu alimento cotidiano.

Neste 4.º pedido Jesus deixa claro que precisamos pedir o nosso Pão diariamente, pois isto não acontecerá automaticamente. Nós temos uma participação ativa nesse processo de alimentação espiritual.

Outra compreensão muito importante é que assim como o alimento material é desejado por nós, o alimento espiritual também precisa ser desejado, por ser vital para o nosso crescimento na espiritualidade, senão estacionaremos numa mera religiosidade. Pedro, na sua 1.ª epístola, afirma: “Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação, se é que já tendes a experiência de que o Senhor é bondoso” (I Pe 2.2-3).

Um grande problema de muitos filhos de Deus tem sido a inanição, que acaba deixando-os na religiosidade vazia. Paulo se referiu a isto em I Co 3.1-3: “Eu, porém, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo. Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido; porque ainda não podíeis suporta-lo. Nem ainda agora podeis, porque ainda sois carnais. Porquanto, havendo entre vós ciúmes e contendas, não é assim que sois carnais e andais segundo o homem?”

O autor de Hebreus bate na mesma tecla demonstrando ser este um problema bem real na igreja nascente: “A esse respeito temos muitas coisas que dizer e difíceis de explicar, porquanto vos tendes tornado tardios em ouvir. Pois, com efeito, quando devíeis ser mestres, atendendo o tempo decorrido, tendes, novamente, necessidade de alguém que vos ensine, de novo, quais são os princípios elementares dos oráculos de Deus; assim, vos tornastes como necessitados de leite e não de alimento sólido. Ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na Palavra da justiça, porque é criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal” (Hb 5.11-14).

Vamos pedir o Pão e sair para apanhá-lo diariamente, pois esta é a vontade boa, perfeita e agradável de Deus para nós, para sermos pessoas maduras e frutíferas, para abençoarmos uma geração de famintos espirituais.

No amor de Jesus,

Seu conservo no Reino,

Ivênio dos Santos

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