• Subcribe to Our RSS Feed

DECLARAÇÃO DOUTRINÁRIA DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA

ago 3, 2014   //   by marco   //   Editorial da Semana  //  No Comments

Os discípulos de Jesus Cristo que vieram a ser designados pelo nome batista se caracterizavam pela sua fidelidade às Escrituras e por isso só recebiam em suas comunidades, como membros atuantes, pessoas convertidas pelo Espírito Santo de Deus. Somente essas pessoas eram por eles batizadas e não reconheciam como válido o batismo administrado na infância por qualquer grupo cristão, pois, para eles, crianças recém-nascidas não podiam ter consciência de pecado, regeneração, fé e salvação. Para adotarem essas posições eles estavam bem fundamentados nos Evangelhos e nos demais livros do Novo Testamento. A mesma fundamentação tinham todas as outras doutrinas que professavam. Mas sua exigência de batismo só de convertidos foi a que mais chamou a atenção do povo e das autoridades, daí derivando a designação “batista” que muitos supõem ser uma forma simplificada de “anabatista”, “aquele que batiza de novo”.

A designação surgiu no século 17, mas aqueles discípulos de Jesus Cristo estavam espiritualmente ligados a todos os que, através dos séculos, procuraram permanecer fiéis aos ensinamentos das Escrituras, repudiando, mesmo com risco da própria vida, os acréscimos e corrupções de origem humana.

Através dos tempos, os batistas têm se notabilizado pela defesa destes princípios:

1.º)    A aceitação das Escrituras Sagradas como únicaregra de fé e conduta.
2.º)    O conceito de igreja como sendo umacomunidade local democrática e autônoma, formada     de pessoas regeneradas e biblicamentebatizadas.
3.º)    A separação entre igreja e Estado.
4.º)    A absoluta liberdade de consciência.
5.º)    A responsabilidade individual diante de Deus.
6.º)    A autenticidade e apostolicidade das igrejas. 

Para os batistas, as Escrituras Sagradas, em particular o Novo Testamento, constituem a única regra de fé e conduta, mas para esclarecer e dissipar dúvidas, e reafirmar posições doutrinárias com a exigência insubstituível de serem rigorosamente fundamentadas na Palavra de Deus, foi feita pela Convenção Batista Brasileira essa declaração em 19 artigos. Neste informativo veremos o artigo V:

V – Salvação

A salvação é outorgada por Deus pela sua graça, mediante arrependimento do pecador e da sua fé em Jesus Cristo como único Salvador e Senhor.1 O preço da redenção eterna do crente foi pago de uma vez por Jesus Cristo, pelo derramamento do seu sangue na cruz.2 A salvação é individual e significa a redenção do homem na inteireza do seu ser.3 É um dom gratuito que Deus oferece a todos os homens e que compreende a regeneração, a justificação, a san­tificação e a glorificação.4

(1)Sl 37.39; Is 55.5; Sf 3.17; Tt 2.9-11; Ef 2.8,9; At 15.11; 4.12.
(2) Is 53.4-6; 1Pe 1.18-25; 1Co 6.20; Ef 1.7; Ap 5.7-10.
(3) Mt 16.24; Rm 10.13; 1Ts 5.23,24; Rm 5.10.
(4)Rm 6.23; Hb 2.1-4; Jo 3.14; 1Co 1.30; At 11.18.

A regeneração é o ato inicial da salvação em que Deus faz nascer de novo o pecador perdido, dele fazendo uma nova criatura em Cristo. É obra do Espírito Santo, na qual o pecador recebe o perdão, a justificação, a adoção como filho de Deus, a vida eterna e o dom do Espírito Santo. Nesse ato o novo crente é batizado no Espírito Santo, é por ele selado para o dia da redenção final e é liberto do castigo eterno dos seus pecados.1 Há duas condições para o pecador ser regenerado: arrependimento e fé. O arrependimento implica mudança radical do homem interior, por força do que ele se afasta do pecado e se volta para Deus. A fé é a confiança e aceitação de Jesus Cristo como Salvador e a total entrega da personalidade a ele por parte do pecador.2 Nessa experiência de conversão o homem perdido é reconciliado com Deus, que lhe concede perdão, justiça e paz.3

(1)Dt 30.6; Ez 36.26; Jo 3.3-5; 1Pe 1.3; 2Co 5.17; Ef 4.20-24.
(2)Tt 3.5; Rm 8.2; Jo 1.11-13; Ef 4.32; At 11.17.
(3) 2Co 1.21,22; Ef 4.30; Rm 8.1; 6.22.

A justificação, que ocorre simultaneamente com a regeneração, é o ato pelo qual Deus, considerando os méritos do sacrifício de Cristo, absolve, no perdão, o homem de seus pecados e o declara justo, capacitando-o para uma vida de retidão diante de Deus e de correção diante dos homens.1 Essa graça é concedida não por causa de quaisquer obras meritóritas praticadas pelo homem, mas por meio de sua fé em Cristo.2

(1) Is 53.11; Rm 8.33; 3.24.
(2) Rm 5.1; At 3.19; Mt 9.6; 2Co 5.21; 1Co 1.30. 

A santificação é o processo que, principiando na regeneração, leva o homem à realização dos propósitos de Deus para sua vida e o habilita a progredir em busca da perfeição moral e espiritual de Jesus Cristo, mediante a presença e o poder do Espírito Santo que nele habita.1 Ela ocorre na medida da dedicação do crente e se manifesta através de um caráter marcado pela presença e pelo fruto do Espírito, bem como por uma vida de testemunho fiel e serviço consagrado a Deus e ao próximo.2

(1) Jo 17.17; 1Ts 4.3; 5.23; 4.7.
(2) Pv 4.18; Rm 12.1,2; Fp 2.12,13; 2Co 7.1; 3.18;
     Hb12.14; Rm 6.19; Gl 5.22; Fp 1.9-11.

 A glorificação é o ponto culminante da obra da salvação.1 É o estado final, permanente, da felicidade dos que são redimidos pelo sangue de Cristo.2

(1) Rm 8.30; 2Pe 1.10,11; 1Jo 3.2; Fp 3.12; Hb 6.11.
(2) 1Co 13.12; 1Ts 2.12; Ap 21.3,4.

 

Fonte: (site da CBB) www.batistas.org.br

Comments are closed.