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REDÊ 25 ANOS: ECOS DOS PRIMÓRDIOS

mar 30, 2014   //   by marco   //   Editorial da Semana  //  No Comments

Recebemos algumas mensagens de saudação, de alguns pioneiros do grupo que deu origem à Redê, por ocasião do 25º aniversário de organização como igreja. Leia o resumo e perceba os valores que identificam a Redê desde o começo.

O Pr. Orivaldo Pimentel Lopes Jr., hoje em Natal/RN, escreveu:

“…a liderança inicial da ‘Congregação Batista da Cidade Nova’ era composta por colegas da Visão Mundial: Pr. Manfred Grellert, John Hatton, Noé Stanley, Serguem Jessuí, e eu. Nossas famílias nos acompanharam e deram muito de si. Havia outras pessoas igualmente engajadas, como Beto e Fatinha, entre outros. Estávamos, na época, totalmente tomados pelo projeto da Missão Integral que aterrissava no Brasil (Lausanne 74), graças especialmente ao trabalho do Pr. Manfred. Na Visão Mundial promovíamos ‘Simpósios de Missões Urbanas’, como uma preparação para o 1º Congresso Brasileiro de Evangelização (BH, out/1983).

A Congregação era uma aplicação do que vivíamos o tempo todo na VM, e era um sonho de comunidade de fé para um bairro na ocasião pouco evangelizado… e sofreu influência de nossa reflexão intensa, às vezes até demais, pois na Escola Bíblica acabávamos discutindo temas que não eram do interesse da maioria.

O ‘Chá Comigo’, foi inspirado num projeto da Visão Mundial que vi noutra cidade, no exterior, e me encantei com a ideia. Juntou com um amor muito grande pela cidade, a vida da cidade, a ocupação cultural da cidade pelos valores do Reino de Deus. Aliás, o tema do Reino era central em nossa teologia. No ‘Chá Comigo’ tinha música evangélica e MPB, curtíamos a companhia uns dos outros e, depois, arrumávamos o salão para o culto no dia seguinte pela manhã.

Todos éramos extremamente jovens, e o Pr. Manfred foi muito carinhoso em acolher-nos em nossos arroubos. Tudo dava um trabalho hercúleo, e com os anos fomos tendo que diminuir nosso investimento de tempo e energia, até porque éramos um grupo fraco no quesito evangelização. Tivemos que deixar o local na Cristiano Machado, que era legal. O custo, somado ao fato de ser numa sobreloja, fez com que começássemos a nos reunir nas casas.

Com a mudança de residência dos primeiros líderes para outras cidades, a Congregação tinha agora que arcar com o peso imenso de viver a cotidianidade, encontrar seu rumo, sua filosofia de ministério e formas de sobrevivência prática. Pelo andar da carruagem podemos dizer que aquele começo foi fecundo, pois logo a Congregação encontrou seu jeito de ser e hoje é essa maravilha!

Foi ótimo ter participado do começo da Redê. Acho que temos hoje a prova viva de que ‘nosso trabalho nunca é vão no Senhor’ (I Co 15.58).”

Monica Moretz-Sohn Hatton, do Rio de Janeiro/RJ, enviou a seguinte mensagem:

“Tenho doces lembranças da plantação da Igreja Batista da Redenção na Cidade Nova. Primeiro alugamos uma sala num shopping (centro comercial). Eu ficava encarregada das crianças. A minha classe era multisseriada, ou seja, havia desde bebês até crianças maiores. Na época do ‘Chá Comigo’, ajudava a servir as mesas e o trabalho era duro! Fizemos muito pão de queijo! Desistimos porque vimos que estávamos apenas alcançando os jovens crentes de outras igrejas… embora fosse divertido todo sábado ir para nossa confraternização ao som de boa música e boas reflexões! Quando compramos o terreno na Cidade Nova foi uma festa! A primeira construção foi meia água (salas dos fundos da Capelinha)! Tudo com muita luta, muito sacrifício, mas muito abençoado. Creio que pessoas como o Robertson e a Fátima foram importantíssimas na implantação da igreja. Queríamos ser relevantes, autênticos e amorosos. Para nós, repartir o pão e amizade era muito importante, e os amigos que fizemos desde então são os nossos melhores amigos ainda hoje. A turma se ajudava de verdade. Um grande beijo a todos e um feliz aniversário, igreja! Sigam refletindo a luz de Cristo, vivendo em amor e união, porque o dia do Senhor está próximo.”

O Pr. Noé Stanley Gonçalves, de Brasília/DF, declarou:

“Dou graças ao Senhor pelas boas notícias da Igreja da Redenção, que tenho recebido por intermédio de familiares e amigos que aí congregam, companheiros no Evangelho de longa data. E fico emocionado pelos seus 25 anos de organização, que nos trazem à memória a fidelidade e as misericórdias do Senhor, razão de nossa esperança. A primeira vez que visitamos a ‘Congregação da Cidade Nova’, ainda na avenida Cristiano Machado, foi para conhecer um ministério alternativo: o café bar ou casa de chá. Mas logo me juntei ao grupo de estudo e celebração que se reuniu em torno do Pr. Manfred e de alguns colegas da Visão Mundial. Recordo que a conferência sobre ‘Ministério Urbano’ trouxe muita inspiração à causa. Tínhamos grupos de leitura e de discussão de filmes como ‘atividades extracurriculares’ nas casas. Também havia um café semanal lá em casa, para estudo e comunhão, com alguns pastores, inclusive com o Ivênio. E ali nós vivíamos uma rede informal de ministérios que tra­duzia um sonho não institucional. Quero concluir esta memória emocional saudando a amada Igreja e desejando que nosso Pai, que nos ouve e vê em oculto, a recompense publicamente com todo o fruto do Espírito, para a transformação da sociedade de que fazemos parte e onde ele nos coloca no papel de luz e sal. E que a liderança e toda a comunidade sejam ungidos para servir no Espírito de Jesus Cristo. Um grande abraço fraterno. Espero visitá-los logo que a saúde me permita.”

Palavras encorajadoras! Em tempos nos quais alguns questionam o valor de participar de uma igreja local, temos sido agraciados com uma rica vida comunitária, que busca inspirar, a partir da exposição bíblica e da capacitação que vem da Graça, um compromisso de seguir a Jesus. Saibam todos que isso não é fruto do acaso, nem do mérito humano, mas provisão divina, pois só o Espírito produz comunidade.

A Redê é uma, entre milhões de igrejas locais es­palhadas sobre a face da Terra, que também procura ser uma comunidade de discípulos que vivem em comunhão, em torno de Cristo, em busca do cumprimento do mandato do Senhor. Reconhecemos que somos o que somos por causa da boa mão de Deus, que tem nos concedido Graça do Alto para seguirmos adiante como igreja de Jesus. E por tudo isso somos imensamente agradecidos.

 

Christian Gillis

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