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A IGREJA: INSTITUIÇÃO DIVINO-HUMANA!

abr 13, 2014   //   by marco   //   Editorial da Semana  //  No Comments

O Deus revelado pela Bíblia é Deus Criador. Ele cria o Universo visível e invisível, cria também a Terra e tudo o que nela há – e dá nome (identidade) às coisas que cria, declarando para que servem e como devem funcionar! É Deus quem cria a humanidade, homem e mulher, à sua imagem e os faz fecundos, com a missão de povoar o planeta e cuidar da Criação nos termos do mandato que receberam. É Deus quem cria e institui a família, a sociedade, as nações, o trabalho, a economia (alimento) e o princípio do ordenamento político. Tudo muito bom e bonito.

A rebeldia humana, entretanto, e a recusa em cumprir o mandato divino nos termos estabelecidos por Deus, gera uma ruptura entre comunidade humana e Deus, o que resulta num tremendo caos. Apesar disso, Deus, repleto e pleno de amor absoluto, age para salvar, restaurar e renovar toda a criação, por meio de Cristo, de modo que novos céus e nova terra sejam criados, onde habita a justiça (perfeita ordem)!

Como parte do projeto redentor de Deus, a Igreja é criada e estabelecida por Deus mesmo, a partir de Jesus Cristo. Conquanto, em geral, a Igreja seja concebida apenas como mera organização humana, de fato, a Bíblia afirma que a origem da Igreja deriva da vontade de Deus em constituir um povo Seu. Deus criou a Igreja! A Igreja é o povo de Deus, uma nação (composta de gente de todas as raças, etnias, tribos e grupos humanos) separada para servir como adoradores de Deus, que é reunida pelo próprio Deus em Jesus, para cumprir a Missão e as obras de Deus sobre a Terra e na história, e que, quando se ajunta como comunidade que confessa a Jesus, é habitada pelo Espírito de Deus.

A Igreja, embora composta por seres humanos limitados e falhos, porém redimidos, é uma realidade espiritual instituída por Deus. Ela não é só uma associação humana, conquanto tenha aspectos históricos e dimensões sociais. Deus mesmo estabeleceu Cristo como o cabeça da Igreja e constituiu a Igreja como seu corpo. E Cristo amou a Igreja e se entregou por ela! Assim, Cristo e Igreja estão intimamente ligados, integrados e unidos, e é Cristo que dá sentido e significado à Igreja (Ef 1.22-23), que é seu corpo. A Igreja serve de uma vitrine para demonstrar o amor de Deus e a multiforme sabedoria divina (Ef 3.10). E a Igreja, coletivamente como corpo de Cristo, é que é a habitação de Deus, pelo Espírito (Ef 2.22).

Cada congregação local é expressão desse gran­de projeto de Deus e cumpre, dentro das suas possibilidades e limitações, uma parte dos propósitos redentores para a criação como um todo. A adoração coletiva e solene, porém em Espírito e verdade, é central na vida da igreja. Quando a igreja se reúne para ouvir a Palavra de Deus, confessar e arrepender-se dos seu pecados, renova os compromissos da Nova Aliança e discerne a agenda missional dada pelo Céu, cumprindo na Terra a importante função no plano divino de constituir um remanescente fiel.

Tanto a Igreja quanto suas expressões locais (igrejas), pertencem a Jesus. Por natureza, a Igreja integra na sua membresia gêneros diversos, classes sociais diferentes, múltiplas etnias, de modo igualitário, formando a família da fé. Diversidade social é um sinal da Igreja que representa a Cristo sobre a Terra. A Igreja mantém a sua unidade a partir da conexão vital e do seguimento do Senhor Jesus.

A Igreja não deve ser idealizada, espiritualizada e, muito menos, ser tratada de modo abstrato ou sobrenatural. A comunidade cristã local traduz a realidade transcendente: a igreja tem a tarefa de refletir na Terra o domínio Celestial. Tal tarefa só pode ser cumprida com humildade, integridade e simplicidade, e nunca de modo arrogante, inde­pendente ou individualizado.

A Igreja não será destruída, ainda que alguns queiram profaná-la ou a tratem com desdém. A Igreja é o lar de Deus (Ef 2.20-22)! Jesus mesmo disse que estaria presente entre aqueles que se reúnem em Seu nome para tratar dos seus interesses. Mas a Igreja é profanada quando a vida santa (separada, dedicada a Deus) é negligenciada, e valores da presente era má predominam, subterrando os relacionamentos que devem ser caracterizados por amor mútuo e reciprocidade.

Que bênção e privilégio participar da vida de Deus expressa e revelada na Igreja. O individualismo, entretanto, torna difícil para alguns a vida em comunidade. Que a nossa mente esteja cheia das perspectivas bíblicas sobre a Igreja, para desfrutarmos de alegre e significativa vida comunitária à imagem e semelhança do Deus trino a quem adoramos.

Christian Gillis

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